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Vida financeira

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Por professor Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro

Hoje temos uma grande vontade de registrar tudo o que acontece na nossa vida. É uma verdadeira tendência mundial disseminada pelas modernas redes sociais, blogs e sites.

Se vamos viajar, nossos contatos sabem em tempo real onde estamos por meio de nossas fotos. Ao conhecer um lugar novo, imediatamente queremos opinar sobre ele, seja pela comida, paisagem, pessoas etc, ou só pelo fato de estarmos em um ambiente diferente.

Mas ao contrário do que fazemos nas redes sociais, ainda não temos a rotina de registrar todos os gastos em um caderno ou em uma planilha. E isso nos leva a uma situação muito comum: não registramos todos os gastos e terminamos o mês sem dinheiro ou com o orçamento apertado. E a pergunta que se repete todo mês é: “para onde o dinheiro está indo e porque nunca sobra nada para investir?”. Esse tipo de situação vem do nosso comportamento de satisfazer necessidades imediatas, sem pensar muito no futuro.

É muito natural e compreensível desejarmos e trabalharmos para ter uma vida confortável. Porém, o desafio para conquistarmos isso é conhecermos o valor do nosso dinheiro e sabermos administrar os recursos, seja o salário ou outra fonte de renda que se tenha. Muitos elementos contribuem para que tenhamos o descontrole financeiro. No entanto, eles nos são apresentados como benefícios, como a facilidade do crédito, que nos impulsiona ao consumo, o cartão de crédito, que realiza os nossos desejos para serem pagos somente após 30 dias, e o cheque especial, que amplia o nosso limite na conta.

Entretanto, em todos esses casos, os juros são muito altos. Somente a taxa de juros cobrada no cheque especial varia entre 23,11% e 234,00% ao ano, segundo ranking produzido pelo Banco Central. Controlar as nossas despesas diárias não podem ser vistas como um fator limitante, mas ela é o primeiro passo para um futuro tranquilo e próspero financeiramente. E por que não dizer que ela pode nos auxiliar na conquista do primeiro milhão de reais, ou ainda de mais outro milhão de reais.

Se não temos conhecimento de quanto temos de renda e de todos os compromissos do mês, torna-se impossível medir nossa capacidade de pagamento e de poupança. Costumo verificar que aqueles que não conseguem dar esse simples passo, ficam limitados a trabalhar apenas para o pagamento das contas, ficam oscilando entre o pagamento de juros e o ritual de verificar mensalmente o que pode ser cortado ou reduzido dos gastos. Registrar os gastos nos leva a três fases bem distintas.

A primeira é verificar qual o destino do dinheiro – isso incluirá o pequeno lanche, as gorjetas, as pequenas compras. A segunda fase será racionalizar os gastos e eliminar o supérfluo, pagar dívidas e encontrar um investimento eficaz. A terceira etapa é manter o equilíbrio das despesas e turbinar os investimentos. A partir disso, será mais fácil manter essa rotina.

E com o tempo você verá mais resultados no lado dos recursos investidos e da renda valorizada, as despesas estarão equilibradas e você poderá ter mais momentos para serem registrados, mas de uma forma financeiramente tranquila.

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