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Terapia através dos livros.

BOOK

Por Mariana Hafiz

Atualmente estima-se que um novo título, um novo exemplar é lançado a cada quinze segundos, resultando em mais de dois milhões de livros por ano. Números como esses podem causar confusão em possíveis leitores, pois essa ampla variedade muitas vezes nos deixa sem saber por onde começar.

Livros, hoje em dia, atribuem a seus leitores um estado social elevado relacionado à suposta intelectualidade da pessoa, sendo usado muito mais como instrumento de status, deixando-se de lado seu caráter emancipador e educativo. Livros também são sinônimo de entretenimento, passatempo, hobby e, muitas vezes, até mesmo como simulador de realidades. Entretanto, de acordo com a School of Life, uma instituição inglesa destinada a desenvolver inteligência emocional através da cultura, a literatura não deve ser vista como diversão apenas, mas como provedora de sabedoria e sentido para a vida.

Neste contexto, surge o que se chama biblioterapia, que consiste no uso de livros como uma terapia e implica em uma conversa com o “paciente” para recomendar-lhe certos livros benéficos a ele baseando-se em suas experiências literárias prévias e em suas preferências. Uma consulta dessa com um biblioterapeuta chega a custar 110 euros, equivalente a aproximadamente 383 reais e, apesar de não ter sido provada sua eficácia, este tipo de terapia está se alastrando rapidamente pela Europa e chegou recentemente à França.

Entretanto, a biblioterapia pode ser usada para fins mais sérios, como no tratamento de pacientes que sofrem de alguma doença mental ou distúrbio emocional. De acordo com a Associação de Hospitais e Livrarias Institucionais (AHIL), uma divisão da Associação Americana Literária, a biblioterapia é o uso de materiais literários como adjuvante terapêutico na medicina e na psiquiatria.

Há então, uma dualidade entre uma terapia guiada por um médio ou psiquiatra e um direcionamento do leitor a uma seleção de livros de um determinado assunto. A principal diferença é o público-alvo, muito mais restrito na terapia mencionada pela AHIL e mais amplo na definição mencionada pela School of Life, mas ambas convergem para um propósito comum: o uso de livros como solução de um problema.

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