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20 anos de São Paulo Fashion Week

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Frente ao aniversário de 20 anos do São Paulo Fashion Week, acompanhe a trajetória do maior evento de moda da América Latina e do Hemisfério Sul. 

Em 2015, o São Paulo Fashion Week completa 20 anos de sua criação. A trigésima nona edição do evento foi realizada entre os dias 13 e 17 de abril no parque Cândido Portinari, em São Paulo, e celebrou o aniversário do evento com a exposição “Sonhando Acordado”. Fotografada por Bob Wolfenson, a mostra retrata modelos, estilistas, editores e diversas personalidades que marcaram a moda brasileira nas últimas décadas.

O evento começou a ser realizado no ano de 1995, com o nome de Morumbi Fashion Brasil e acontecia na Bienal de São Paulo, no Ibirapuera em São Paulo, como uma vertente do Phytoervas Fashion (evento que reunia estilistas brasileiros entre os anos de 1992 a 1994). Organizado pelo Grupo Luminosidade do empresário e promoter de eventos Paulo Borges, o SPFW modificou completamente o calendário da moda brasileira.

Nos anos 90, diversas marcas internacionais como Chanel, Versace e Gucci começaram a abrir lojas no Brasil, trazendo para o país uma mudança significativa para a indústria têxtil. Além disso, durante o Governo Collor, houve a abertura das importações, fazendo com que os empresários brasileiros tivessem a necessidade de investir em tecnologias de ponta, em maquinário e também em mão-de-obra especializada para poder competir com as marcas estrangeiras.

Nas primeiras edições eram realizados quatro desfiles por dia com público de trezentas pessoas. Durante este tempo, diversos grupos se profissionalizaram e ganharam espaço na área, como estilistas, produtores, modelos, jornalistas, e inclusive algumas agências. Foi nesse mesmo período que começaram a surgir as supermodelos brasileiras como Gisele Bündchen, Isabeli Fontana e Raquel Zimmermann, hoje todas com carreira e fama internacionais.

Em 2012, o evento passou por mudanças significativas em seu calendário de desfiles, realizando três edições da semana de moda com o objetivo de realizar ajustes no calendário de moda nacional. A partir de 2013, os desfiles de primavera-verão que aconteciam em junho foram transferidos para março e os desfiles de outono-inverno que aconteciam em janeiro foram transferidos para outubro.

Desde então as apresentações passaram a ocorrer 6 meses antes das peças chegarem as lojas, possibilitando assim uma melhoria na produção, na logística e na distribuição das marcas que desfilavam no evento. No decorrer dos anos, os investimentos na mostra cresceram de 600 mil reais em sua primeira edição, para mais de cinco milhões de reais em edições mais recentes.

Houve também um aumento significativo do número de estilistas que participam do evento; partindo de 18 participantes em sua primeira edição, na última este número subiu para 40. O público do evento também cresceu, contando atualmente com mais de 1 milhão pessoas contra cem mil em 1995. O mesmo acontece com a cobertura jornalística da semana de moda, visto que atualmente mais de três mil profissionais nacionais e internacionais são credenciados para o evento, contra 250 de anteriormente.

O SPFW aparece hoje como a quinta maior semana de moda do mundo, ao lado das semanas de Paris, Milão, Nova Iorque e Londres. Olhando para o futuro, a semana de moda busca novas maneiras para reinventar a moda brasileira e criar uma identidade nacional que vá muito além da moda praia.

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Em 2015:
A 39ª edição do São Paulo Fashion Week foi remota de novidades, a começar pelo número de desfiles: trinta e nove desfiles para a trigésima nona edição do evento. A Chilli Beans trouxe o cantor Iggy Pop para abrir a Semana, cantando logo no dia 13, segunda feira, s 19h. Sua presença no evento é a representação do punk/glam tão abordada pelos estilistas neste ano. A título de exemplo, a grife Amapô transformou suas modelos “punk surfistas”, trazendo a tendência da rua para as passarelas e colocando nas moças cabelos coloridos e olhos com efeito tie-dye.

Além do Candido Portinari, local que sediou o evento, alguns desfiles aconteceram em outros locais espalhados por São Paulo, como na Rua Líbero Badaró e na Galeria Bolsa da Arte, na Vila Madalena.

Ainda, houve a despedida oficial das passarelas de Gisele Bundchen, realizada através de um desfile para a Colcci. Sua despedida contou com a presença de seu marido, seus pais e das suas cinco irmãs, sendo a primeira vez que todos se reuniram para assistir a um desfile da modelo. Gisele desfilou com dois looks diferentes e voltou ao fim para uma homenagem ao lado de Fernanda Tavares e Caroline Ribeiro, além de diversas outras modelos.

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Dentre as tendências lançadas, encontram-se o natural glow, uma “não-maquiagem”, com uma pele levemente corrigida, pouco brilho, sobrancelhas penteadas, contorno suave e lábios hidratados, os tons metálicos para gloss, pigmentos ou glitter, todos em cores de bronze e marrom, opondo-se ao prata reinante na última edição, o delineado gráfico fugindo do “gatinho” muito certo e maquiagens inspiradas nos anos sessenta e setenta. Nas roupas, predominam cores claras, muita luz, com texturas e relevos, geometria étnica, a silhueta de cintura alta, bermudas e uma terceira peça.

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