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ERGONOMIA: CONFORTO NO TRABALHO

MESA

Profissionais rendem muito mais em ambientes ergonomicamente corretos.

Por Fábio Barbosa

Já parou para pensar quanto tempo da sua vida você passa no ambiente de trabalho? Levando-se em conta padrões normais, a pessoa ficar cerca e oito horas diárias em um local que não seja a própria casa. Praticamente 1/3 do total do dia. É muita coisa. Por isso, é essencial trabalhar em um ambiente adequado, confortável e que atenda todas as necessidades básicas do trabalhador. Dessa forma, além de se evitar problemas de saúde, as tarefas diárias rendem mais.

Segundo dados da Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO), estima-se que mais de 75% dos postos de trabalho no Brasil utilizem computadores em suas atividades, favorecendo a postura sentada por um tempo prolongado. Para quem trabalha em escritório, por exemplo, são mais de 80 mil horas sentado. A tecnologia traz muitas comodidades, mas também pode prejudicar a saúde.

Diante de números tão expressivos, a ergonomia ganha cada vez mais espaço nos projetos de arquitetura e design para contribuir significativamente na qualidade de vida das pessoas. A ergonomia tem como objetivo otimizar as interações dos seres humanos com suas atividades de forma integrada, promovendo eficácia, segurança, saúde e bem estar. Em outras palavras, busca adaptar o trabalho ao ser humano e tudo o que o cerca em suas atividades de vida diária.

Cada vez mais as empresas se conscientizam de que o funcionário vai produzir mais se estiver em um ambiente de trabalho saudável, que não prejudique a sua saúde. E um ambiente saudável não se restringe apenas à questão física, vai muito além. “É fundamental a empresa dispor de um mobiliário adequado para o funcionário trabalhar. Mas ela também precisa possuir condições de trabalho que não degradem as estruturas psíquicas e físicas do trabalhador, que auxiliem na higiene mental e física dos funcionários”, explica o médico ocupacional Fábio Pinto Nogueira.

No Brasil existe uma norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, a NR-17, voltada especificamente para esse tema. O objetivo da portaria, redigida em 1990, é estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

A combinação negativa de um ambiente de trabalho insalubre, com a falta de conscientização por parte do trabalhador em relação à postura correta em suas tarefas diárias, pode provocar sérios problemas de saúde. “A má postura pode estar relacionada ao ambiente de trabalho, mas também pode ser extra-laboral. Se a pessoa não possui a consciência correta de como se postar no trabalho, de nada adianta ter à disposição o mobiliário correto. A consequência disso são as dores osteomoleculares, fadiga excessiva, descontentamento, estresse e queda no rendimento”, afirma o doutor Nogueira.

Para ele, muitas vezes as empresas disponibilizam toda a estrutura necessária para o ambiente correto, mas esquece de um fator fundamental: a capacitação. “Deve-se orientar o profissional qual a postura e maneira correta de se utilizar o mobiliário e os equipamentos. Isso é primordial para se evitar problemas de saúde.”

Empresário do ramo de mobiliário corporativo já há quase 40 anos, Antônio Alliberty de Castro, nota uma mudança nos últimos anos na visão dos empregadores no que diz respeito à ergonomia do ambiente de trabalho. O conceito do bom e barato vem dando lugar ao belo e confortável. “Existem inúmeros empresários percebendo que em um bom escritório, com conforto, a produtividade aumenta. Sem falar na satisfação de se entrar em um ambiente limpo, bonito e com móveis confortáveis.” Para ele, o grande erro é analisar que o investimento inicial é alto para se ter um mobiliário confortável e que atenda às necessidades corretas de trabalho. “Qualidade e durabilidade fazem com que qualquer custo seja diluído com o passar do tempo. O problema é que muitos são movidos pelo modismo e optam por móveis bonitos e da moda, mas que não terão uma durabilidade boa. É possível aliar um belo design com um produto confortável e resistente.”

 

BOLA

PILATES AJUDA NA POSTURA 

Ter o mobiliário correto no trabalho depende o empresário, do empregador. Mas ter a consciência de postura correta, seja no ambiente de trabalho ou não, depende só de você. E qualquer um pode, e deve, adotar medidas que contribuam com uma melhor postura no dia-a-dia. Uma das formas de se ter essa consciência corporal é através da prática do Pilates. Essa atividade trabalha o condicionamento físico e mental da pessoa. Muitos dos problemas surgem pelo fato do profissional não se postar de maneira correta durante as atividades diárias e o Pilates trabalha essa reestruturação de postura. “Muitos são os profissionais que passam várias horas do dia em uma mesma posição e o corpo não tem estrutura para suportar isso. Com o passar do tempo as dores aparecem. O Pilates condiciona a pessoa a suportar mais tempo em determinadas posições e reeduca o corpo a se postar sempre de maneira correta, evitando dores”, afirma Júnior Balestero, instrutor de Pilates.

Mas a consciência corporal precisa existir em todos os momentos da vida da pessoa. É preciso haver comprometimento. A postura correta deve ser adotada também nos momentos de relaxamento, em casa, não apenas no ambiente de trabalho. É o que explica Balestero. “A reeducação corporal que você passa a ter nas aulas de Pilates deve ser mantida nas outras atividades cotidianas, como trabalho e lazer. O corpo só vai ser reeducado se houver continuidade. De nada adianta ter um postura correta durante a aula e no trabalho e chegar em casa e se sentar de qualquer forma no sofá, por exemplo. O corpo precisa ser disciplinado sempre.”

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