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Entrevista exclusiva com Adriano Garib

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Foto abertura: Dani Ennes

 

Em entrevista exclusiva, o ator, professor e escritor Adriano Garib bateu um papo de horas com nossa reportagem e contou sobre sua vida, carreira, projetos e sobre o filho Gabriel.

Por Paulo Roberto Alves Neves e Evandro Ruivo

 

Adriano Garib diz ter o privilégio de nascer numa cidade do interior de São Paulo, bem no coração do Estado, em Gália, onde morava toda a família. Quando nasceu era uma cidade rural, com muito pasto, muito verde, muitos vagalumes. Morava em uma casa muito grande, “hoje inimaginável pensar em morar em uma casa daquela, tão espaçosa. Posso dizer que eu vivi minha infância muito feliz”, diz o ator.

Ele adoraria poder dar ao filho a infância que teve. O pai Isaac faleceu em 2005, a mãe Léa está firme aos 77 anos e ainda mora em Bauru. Pais incríveis, modelares, criaram os 4 filhos com integridade moral e religiosa, Raquel, Marcelo, Adriano e Daniela. “Eu fui caçula durante muito tempo, depois de 12 anos aproveitando o ‘reinado da caçulice’, sempre muito mimado, era uma criança terrível, o que eu queria sempre tive, era o queridinho da mamãe, comprei muitas brigas com meus irmãos por conta disso”, confessa Garib.

As famílias dos pais eram moradores de Gália. O pai descendente da colônia sírio-libanesa e a mãe da italiana. “Eu me sinto um pouco fruto dessa ‘mistureba’. Umas pessoas dizem que sou italiano outras que sou árabe. Meu sobrenome é árabe, mas eu sou muito mais italiano, meu perfil é muito mais mamãe. Os meus irmãos penderam mais para meu pai”, compara Garib.

Em 1972, a família mudou-se para Bauru. Ele tinha 7 anos de idade. Começou o ensino fundamental na escola Rodrigues de Abreu, fazendo da primeira à quarta série. Da quinta à oitava série cursou o Ernesto Monte. O ensino médio, que se chamava colegial, foi no Objetivo. Na adolescência começou a escrever contos, poemas, estórias e narrativas, já interessado por informação em geral. Nessa época ainda não existia computador, então a informação chegava via livro, via cinema. O teatro foi um encantamento quando apareceu em sua vida. Garib soube de um professor de história, chamado Paulo Neves que era muito ativo como diretor e como pedagogo. “A primeira providência foi atravessar a rua e assistir o Paulo Neves trabalhando com atores extraordinários, jovens com uma espécie de santidade, um espírito que parece que transcendia, o próprio sentido da arte e do ator. Eles falavam poemas que haviam sido censurados na época da ditadura militar. E começou a ouvir Thiago de Melo, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar. Quis fazer parte desse troço. Eu me lembro que minha primeira apresentação foi em Tatuí. A sensação de subir no palco e comunicar para uma plateia interessada foi de prazer e de poder. Não é um poder pessoal, mas é um poder no momento que se compartilha, é um sentido de transcendência coletiva, compartilham aquilo através da minha voz e daquilo que eu estava dizendo, foi absolutamente extraordinário. Naquele momento eu falei, é isso que eu quero da minha vida, é isso que eu quero fazer”, relembra Garib.

Em 1983, passou no vestibular para jornalismo na atual Universidade Estadual de Londrina (UEL) e imediatamente mudou-se para lá. A primeira preocupação foi procurar onde fazer teatro. Soube que havia o grupo Delta, liderado por José Antonio Deodoro, um professor de história, coincidentemente, com a mesma paixão do Paulo Neves. Foi bater na porta do Delta. Eles estavam montando ‘Gota d’água’, uma das peças mais engajadas do repertório brasileiro, de autoria de Chico Buarque e Paulo Pontes. A seguir, o grupo montou “Toda nudez será castigada”, de Nelson Rodrigues. “Quando soube que ia fazer, é coisa do destino mesmo, eu tinha acabado de entrar no grupo, o diretor me deu o Patrício, que é o grande vilão da peça, é a ‘coadjuvância’ mais impressionante que eu já vi, de excelência, privilegiada, porque ele tem 8 cenas, em cada uma delas ele muda o rumo dos acontecimentos”, rememora Garib o início da carreira em Londrina. Naquele momento apareceu a potência criativa e cênica, surgiu um ator de fato, sentiu prazer ao fazer o personagem, a concentração, a ‘artesania’ que é fazer teatro. “O Patrício foi não só uma das grandes atuações da minha vida, mas foi o personagem que mais prêmios me rendeu até hoje. E a peça teve uma carreira excepcional no Brasil e no mundo. Ficamos 3 anos com a peça em cartaz, com mais de 500 sessões. Participamos do Festival Latino de Nova Iorque, Festival Ibero-americano de Teatro de Cádiz na Espanha, Festival Internacional de Expressão Ibérica do Porto em Portugal, Estados Unidos e Europa. A peça ganhou diversos prêmios, fomos indicados para o Molière, ganhei o Governador do Estado de melhor ator coadjuvante, Mambembe e da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA)”, destaca Garib. Infelizmente a Aids levou o diretor José Antonio Teodoro e o grupo ficou órfão. Não restou outra coisa a Garib a não ser formar-se em jornalismo. Começou a atuar como jornalista em Londrina, em jornais, rádio e televisão. Paralelo a isso, fez parte do “Armazém”, companhia de teatro que nasceu em Londrina e atua hoje no Rio de Janeiro. Depois articulou o próprio grupo, “Theatrotao”, montando várias peças da autoria de Garib. ‘Mágica Matemática’, ‘Clinch’ e ‘Rosana nas alturas’ foram algumas das peças que escreveu. Outra grande influência foi do autor e diretor de teatro italiano Eugenio Barba, do Odin Teatret, quando ele esteve em Londrina.

Contracenando com Paulo Autran

Era 1993, o diretor de teatro Paulo de Moraes estava montando a peça de William Shakespeare, “A Tempestade”, com ator Paulo Autran, em Londrina. Foi convidado para atuar como o anjo Ariel, um papel cheio de dramaticidade, a sua segunda melhor atuação no teatro. Fizeram uma temporada às margens do Lago do Igapó, ao ar livre, para comemorar os 50 anos da cidade. O Paulo Autran ficou muito encantado com o espetáculo. Ele estava com 77 anos de idade e 37 anos de carreira, pois foi advogado até os 40 anos. Ele era muito criterioso para escolher suas peças. Passou por grandes dramaturgos do século 20, fez peças clássicas escritas nos séculos 18 e 19. Autran era um homem extremamente aberto e culto, cultura não só erudita, tinha paixão por leitura, uma educação muito refinada. A primeira coisa que ele fazia depois de terminar um ensaio era perguntar o que poderia melhorar. Autran ficava assistindo ao ensaio todo. “Naquele momento, ao dizer o texto, o excesso de movimento obstrui um pouco a nossa compreensão”, disse Autran a Garib certa vez depois de um dos ensaios. E só, era um mestre, só dizia o necessário. Começaram as viagens com a peça pelo Brasil, adaptada ao palco italiano a pedido do Paulo Autran.

O artista é um operário que resolve problemas

Quanto mais problemas o artista resolve, tanto melhor o resultado do trabalho dele e tanto mais agraciado e presenteado o público vai ser. Nessa época, em 1994, Garib estava rodando pelo Brasil com ‘A Tempestade’, junto com Paulo Autran. Mudou-se no mesmo ano para São Paulo. Foi procurar o diretor de teatro Ulisses Cruz, que estava montando uma peça de Shakespeare chamada ‘Péricles, príncipe de Tiro’. Quando viu o ensaio da peça ficou impressionado. O Ulisses já conhecia seu trabalho porque era grande amigo do diretor José Antonio Teodoro. Convidou Garib para substituir outro ator. “Eu sou um cara de muita sorte, tenho que confessar, até hoje, apesar de a vida ser uma coisa dura, eu acho que sou um cara de muita sorte, toda noite faço minhas orações, minhas meditações antes de dormir, eu agradeço pelo filho que eu tenho, pelos amigos, pela minha história, por estar escrevendo, tenho muito para escrever ainda, pelos mestres que passaram pela minha vida. São coisas que não tem preço, coisas que tem um valor tão grande, sem essas coisas parece que não seria o que é, elas fazem parte da gente, da nossa constituição espiritual”, diz Garib.

Logo depois, terminada a temporada de ‘A Tempestade’, o Paulo Autran e o Ulisses Cruz estavam preparando a montagem do ‘Rei Lear’, outra peça de Shakespeare. Garib, que já tinha trabalhado com os dois, não via razão para não estar nesse elenco. O Paulo Autran queria que ele encenasse o vilão Edmund, o antagonista do Rei Lear. O diretor Ulisses Cruz topou. Garib entrou em temporada com o ‘Rei Lear’ e começou a rodar novamente o Brasil. Quando esteve no Rio de Janeiro, fizeram 4 sessões no Teatro João Caetano. Enquanto ainda estava hospedado em um hotel, tocou o telefone. Era a Rede Globo querendo contratá-lo por 3 anos. “Antes preciso terminar a temporada do ‘Rei Lear’. Porque sempre fui muito leal com meus comprometimentos com o teatro, porque sei quanto é difícil fazer esse negócio”, foi a resposta de Garib.

‘Cariocando’ de vez

Em 1996, mudou-se de São Paulo para o Rio de Janeiro, mesmo sem querer muito pois o filho Gabriel era pequeno. Ele tinha nascido em fevereiro de 1994. Instalou-se no bairro do Jardim Botânico. Nesse mesmo ano, a convite do diretor Wolf Maia, fez a primeira novela na Tv Globo chamada ‘Salsa e Merengue’, na qual fazia um personagem menor. “Eu estava muito cru, eu não conhecia esse meio, e a televisão de fato é muito diferente. O regime industrial de produção, não é um regime onde o ator é o senhor da situação como no teatro. A linguagem da televisão exige naturalidade, sem nenhuma dilatação cênica. Nesse sentido a televisão é fogo, porque quando você mente, a gente vê que mentiu, é fácil ver se você está sendo convincente ou não na tv, a lente é um troço terrível, ela te desnuda, é complicado”, constata Garib.

Garib conta que, nesse meio tempo, foi convidado para dar aula na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), onde ficou por 15 anos, de 1995 até 2010. É uma das escolas de maior credibilidade no meio artístico. “É quase uma missão impossível. Tanto que me cansei e parei de dar aulas. Esses cabelos brancos que você está vendo é de dar aula, porque é um negócio missionário, é uma coisa de maluco. Fui muito bem recebido, durante muito anos foi meu ganha-pão, sempre associado a outras atividades, é claro”, desabafa Garib. Ele pretende voltar a dar aulas na CAL até o começo do próximo ano.

Nessa época, depois da primeira novela, ficou um ano parado e aproveitou para escrever muito. Publicou o livro “O Teatro de Adriano Garib”, com 5 textos de sua autoria. Com seus alunos da CAL, em 1997, criou sua própria companhia chamada “OQUEOGURUVIU Confraria de Teatro”.
Estava contratado pela Rede Globo e só atuava em programas episódicos, como “Você decide” e “Brava Gente Brasileira”. Terminou o contrato com a emissora, seguiu dando aulas e dirigindo o grupo ‘OQUEOGURUVIU’. Por volta de 2000, começou a trabalhar com a ‘Companhia de Teatro Autônomo’, do diretor Jeferson Miranda, uma companhia de pesquisa de linguagem. “A gente tinha que desaprender. A companhia não trabalhava com texto preexistente, os espetáculos eram absolutamente originais, foram 5 peças em 10 anos. Um ano para conceber a peça e um ano apresentando. Faço questão de falar do trabalho dessa companhia porque é a coisa mais preciosa que fiz aqui no Rio, mais do que qualquer experiência em televisão, teatro, mais do que qualquer experiência que eu possa ter na minha vida”, ressalta Garib. E ainda fazia eventuais participações em cinema e televisão.

Salve Jorge

Fotos “Russo”: tv Globo/divulgação

 

Nossa má educação é uma questão antropológica

De 1999 até 2008, Garib fazia cerca de 5 participações por ano na Rede Globo, como coadjuvante. Nessa época, as pessoas o olhavam na rua tentando reconhecê-lo, era incômodo aquilo. “É muito chato, muito invasivo, as pessoas são muito deselegantes. Agora fico mais fulo da vida ainda, elas não são educadas, é um grande problema nosso. A pessoa se aproximar de você e ser fino, como vai tudo bem, acompanho seu trabalho, aí tudo bem. Mas as pessoas chegam para tirar foto pra colocar em rede social, tem gente que chega do meu lado vai tirando foto e vai embora como se eu fosse uma coisa. Não admito isso não. Não adianta vir falar que sou famoso, não tenho que aguentar nada disso. Tenho que responder à altura. Se a pessoa for educada comigo eu sou com ela, se a pessoa for invasiva ou me tratar como se eu fosse uma coisa, eu costumo ignorar isso. Sem ser mal educado.

Tropa de Elite 2, o divisor de águas

Em 2010, começou a jogar tudo para o alto, cansado de dar aulas e da companhia de teatro. Começou a investir no audiovisual, cinema ou televisão. No cinema, atuou como um delegado de polícia no filme ‘Meu nome não é Johnny’, com o Selton Melo. Fez também uma participação no longa metragem ‘Zoando na Tv’, com a Angélica, outra menor em ‘Lara’. Na televisão, rolou um personagem fixo na novela “Duas Caras”, do Wolf Maia, chamado Silvano. Fez a novela inteira e conseguiu conciliar com a peça “Nu de mim mesmo”, por sua exigência contratual. Terminada ‘Duas Caras’, foi convidado pelo grande amigo e diretor de elenco da Rede Record, Fernando Rancoleta. Em 2011, foi fazer o Edmilson em ‘Vidas em Jogo’, personagem que cresceu muito no decorrer da novela. Antes de fazer essa novela, atuou em ‘Tropa de Elite 2’, de José Padilha. Grande marco na carreira de Garib. Foi um filme que teve 11 milhões de espectadores, a melhor bilheteria disparada da história do cinema brasileiro. Foi um divisor de águas para ele. Com aquele sucesso todo, a Rede Globo começou a namorá-lo, mas não rolou trabalho.

Um dos maiores vilões da história da nossa tv

Quando terminou a novela ‘Vidas em Jogo’, numa segunda-feira, na quarta-feira seguinte a Rede Globo entrou em contato para Garib fazer a novela “Salve Jorge”. O amigo e diretor Marcos Schechtman chamou Garib e queria que fizesse o vilão na próxima novela das nove, o Russo. Um espancador de mulheres, estuprador, um personagem brutal. “Mas meu Deus do céu, justo quando me dão um papel de destaque é um estuprador, é um espancador de mulheres, que é uma coisa que as pessoas abominam, e fiquei morrendo de medo até a estreia da novela. A Glória Perez ficava falando ‘você vai ser odiado nas ruas’. Exatamente o contrário. O personagem foi um fenômeno de popularidade”, diverte-se Garib. A dimensão disso foi devastadora, porque até hoje 2 anos depois, ele sai na rua e o cumprimentam pelo personagem.

“O duro agora é me libertar do Russo”

“O meu grande desafio na televisão é me libertar do Russo, eterno Russo, prá lá e prá cá. Não sei se o fato de ele ter um gato, ou de ser engraçado, porque era muito engraçado, muito masculinão, muito machão. O fato é que ele ganhou, de criança a velho, de garotas a senhoras, de garotos a senhores. Fenômeno popular. Com o personagem ganhei 3 prêmios. Agora é realmente estranho, acho que eu fazia com tanta verdade, com tanta humanidade, que isso ganhou as pessoas. Se o personagem é violento, eu não vou dar truque, eu vou ser o mais verdadeiro possível, porque meu personagem não aparecia na casa dele, em situações pessoais, ele só aparecia trabalhando. O Russo também foi um divisor de águas”, comenta Garib.

Logo depois, com toda coragem, foi fazer a “Dança dos Famosos”, do programa do Faustão. Olhando em retrospectiva, se fosse fazer hoje, ele diria não. Ele só aceitou pelo desafio. “Eles são muito espertos o pessoal da produção do Faustão, eles me provocaram. Eu quero fazer pra mostrar que não sou um perna de pau. Eu fiquei entre os 5 finalistas. O Faustão é um encanto, o clima de trabalho é maravilhoso, fazer aquilo ao vivo foi uma grande experiência, porque hoje me dia não existe mais televisão ao vivo”, ressalta Garib.
No final do ano de 2013, ele atuou em dois filmes. O filme “Getúlio”, enquanto estava fazendo a “Dança dos Famosos”. No filme fez o General Zenóbio da Costa, ministro da Guerra, quase um vilão. Foi uma grande experiência porque a gente filmou no Palácio do Catete, onde tudo aconteceu, com um elenco maravilhoso”, descreve Garib.

No segundo longa metragem do final do ano, atuou com Leandro Hassum e o Marcius Melhem, chamado “Os Caras de Pau – o filme”. Ele faz um detetive, um comilão. “Foi um prazer enorme trabalhar com essa dupla de comediantes, elite da comédia, são atores extraordinários, foi incrível”, comemora Garib. O filme vai ser lançado no final deste ano, em todo o Brasil, com a direção de Felipe Joffily.

E no teatro, o mais recente trabalho foi novamente um Shakespeare, baseado na peça ‘Romeu e Julieta’. Em cena só Garib, a atriz Marina Provenzzano e o Antonio Rabello, um menino de 12 anos. A peça chama “Eu, o Romeu e a Julieta”. Ficou um mês em cartaz no Rio. Esse trabalho deve ser retomado ainda este ano. No momento, Garib tem compromisso profissional que começa em junho para uma televisão privada. “Eu não posso dizer nem do que se trata porque eu tenho um contrato, com uma cláusula de sigilo. Eu só posso dizer que se trata de um seriado, que vou protagonizar com outros dois atores, são 13 episódios, é uma super-produção, a gente grava de junho a outubro e estreia só no ano que vem. Já assinei contrato para gravar a primeira e a segunda temporadas”, revela Garib.

Televisão, cinema ou teatro

Para Garib, tudo é a mesma coisa. Todos exigem muito do profissional, muita dedicação, muita afetuosidade. O ofício não pode ser uma coisa seca, uma coisa burocrática. Para ele, tem que se envolver, que se doar muito, levar muito a sério, porque atuar é um ofício muito sério, não pode achar que vai chegar lá e dar um truque. Para Garib, seu trabalho é como qualquer outro, e que tem uma função social seríssima. “Não é só divertir o rei como bobo da corte não, é função de instruir, entreter, não é uma função qualquer, ela é fundamental na nossa sociedade”, dispara. “Diferença não vejo muito não, é claro, dependendo da linguagem do filme, da linguagem da peça, da novela, isso vai exigir um registro ou outro diferente na sua atuação, mas o ofício é o mesmo, não há diferença entre um bom ator de televisão, um bom ator de cinema, bom ator de novela. O mercado hoje é muito integrado, e os profissionais também estão preparados para qualquer veículo, pra qualquer circunstância. “A gente precisa achar afeto no ofício”, conclui Garib.

Paternidade

A paternidade de Garib é muito feliz, ele ama ser pai. Não está casado, não está namorando, nunca esteve tão só em toda sua vida, mas por enquanto quer manter assim. Passou por relacionamentos maravilhosos, que foram fundamentais para sua vida. O filho Gabriel, com 20 anos, está passando as férias da faculdade com o pai no Rio de Janeiro. A relação entre os dois é altamente produtiva. Ficam conversando horas pelo ‘Skype’. “O Gabriel está cursando Psicologia na mesma Universidade que eu me formei em jornalismo, na UEL. Estive visitando ele em Londrina, e pensei, já passei exatamente por isso nesse mesmo lugar, muito curioso isso”. Garib se enche de orgulho para falar do filho e da continuidade da vida.

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Comentários

Cristina disse em 07/10/2015

Adriano Garib , Meus Parabéns , pelo seu histórico de Vida . Desejo sucessos , saúde .

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