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Depois do lenhador a moda traz o pescador

A nova onda fashion, direcionada majoritariamente ao público masculino, é se vestir como os pescadores dos países nórdicos.

O fishermen entra em cena para substituir o lumbersexual, símbolo da finada era hipster, cujo figurino emblemático era composto basicamente de camisas xadrezas e barbas bem cultivadas.

Agora, o que está em foco são os gorros de pescador, os cachecóis e o suéter de malha de Aran.

O Aran é um tipo de trama originária da região de ilhas irlandesas do mesmo nome, e seu principal atributo é reter o mínimo possível de umidade. Por isso são comumente utilizadas por pescadores.

As barbas continuam por fazer, mas muito mais como uma representação dos tempos em que vivemos sem tempo do que propriamente por existir como um objeto a ser cultivado.

Talvez o primeiro homem a fazer o estilo fishermen tenha sido Ernest Hemingway.

De acordo com Morwenna Ferrier, do The Guardian, a moda recente está “reciclando uniformes da classe trabalhadora”. Em entrevista à repórter do jornal inglês, a historiadora da moda Amber Butchart atribui o fenômeno ao fato de que hoje o número de pessoas que se dedicam ao trabalho manual e do campo é cada vez mais raro. Logo, tendemos a romantizar a vida fora do circuito urbano em que vivemos, interpretando-a como “um novo tipo de pureza”.

Podemos pensar também que nos últimos 20 anos, com a queda nos preços do vestuário em geral, o consumo de roupas tem sido conduzido pelo consumo da classe trabalhadora.

Ainda que raramente essa se vista de trajes utilitários, o único meio de simbolizá-la é através das vestimentas que a pertencem historicamente e que foram historicamente negligenciados.

A moda, durante quase toda a sua existência, voltou-se para a indumentária das elites e os museus de moda, em sua maioria, concentram seu acervo nisso.

A história recente da moda, contudo, tem mostrado o outro lado.

De qualquer forma, no Brasil, a “moda pescador” terá que passar por uma releitura. Afinal, o que cabe para a Escandinávia e para os países do hemisfério norte certamente não combina com a nossa temperatura média de 30 graus.

Fonte: Estadão

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