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De acordo com pesquisa, o Brasil está na trilha certa para redução de desmatamento.

Por Mariana Hafiz

ARVORES

Imagem aérea que mostra a Floresta Amazônica, perto do Rio Pardo em Porto Velho, no estado da Rondônia. Foto: Reuters/Nacho Doce

Desmatamento tropical, o elemento chave da mudança climática, pode ser cortada pela metade até 2020 se países seguirem o exemplo do Brasil em proteger as florestas com melhores leis e mais transparência, de acordo com estudo publicado pela Fundação Thomson Reuters.

O Brasil foi responsável pelo corte de bilhões de toneladas de missão anual de carbono graças à redução de 80% do desmatamento na Amazônia desde 2003, conforme o confirmado pelo estudo baseado em análises de novas imagens de salélite de florestas do mundo todo.

Florestas tropicais desempenham papel crucial na absorção de dióxido de carbono e cientistas alegam que conservá-las é o segredo para combater a mudança climática.

Entretanto, as baixas taxas de desmatamento no Brasil são em muito relevadas por governos da República do Congo, do Peru e de outros países tropicais nos quais esse problema natural não vem sido levado a sério.

“Florestas são destruídas porque alguém lucra muito com a venda dessa matéria prima “, afirma Daniel Zarin, autor principal autor do estudo.

Em 2003 o desmatamento no Brasil era responsável pela emissão de 1,76 gigatoneladas de dióxido de carbono, uma quantia similar às da Russia em combustíveis fósseis e produção de cemento no mesmo ano.

Amazonia

Em 2012, essa taxa caiu para 0,428 gigatoneladas como resultado de mudanças na política pública, na legislação e no setor privado, de acordo com pesquisadores.

Entretanto, a destruição da floresta Amazônica, a maior floresta tropical intacta do mundo, aumentou em 16% até julho de 2015. Apesar de grande redução na taxa de desmatamento na última década, o Brasil foi capaz de desenvolver atividades do setor agrícola, provando que desenvolvimento econômico e o combate à mudança climática não são necessariamento mútuos.

O estudo provém do início das novas negociações das Naçoes Unidas sobre mudanças climáticas em Paris, onde governantes estão esperançosos de alcançar um novo acordo para lidar com o aquecimento global.

Quinze países tropicais alegaram cortes nas emissões de carbono proveniente de desmatamento pela metade até 2020, apesar de alguns países que assinaram a Declação de Nova Iorque sobre Florestas no ano passado terem, na verdade, aumentado seus indíces de emissão.

Se o acordo for mantido, 1.135 bilhões de toneladas de dióxido de carbono seria mantido fora da atmosfera, contribuindo significamente para limitar o aumento da temperatura global a menos de dois graus Celsius, de acordo com o estudo.

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