Conteúdos

“ Matérias exclusivas de diversas áreas e segmentos. Conteúdo com abordagem direta e original, tudo feito especialmente para agradar os leitores mais exigentes! ”

Artista plástica brasileira é recordista em leilões internacionais.

985n08901_6jjkg_dupe

Beatriz Ferreira Milhazes. Esse é o nome da artista plástica brasileira que tem chamado à atenção em leilões realizados pelo mundo. O motivo é o estilo de pintura que realiza, tendo como referência o artesanato e a arte popular do Brasil. Nascida no Rio de Janeiro, em 1960, a artista cursou artes plásticas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, na capital fluminense. Antes se formou em comunicação social na Faculdade Hélio Alonso, também no Rio.

Em 1984, Milhazes foi uma das integrantes da exposição “Como vai você, Geração 80?” ao lado de grandes nomes da arte contemporânea do Brasil, como Denise Senise, Luiz Zerbini, Gonçalo Ivo, Cristina Canale, Leda Catunda entre outros artistas renomados. Desde então, Milhazes, que nunca sonhou com uma vida no exterior, passou a ser reconhecida em vários países da Europa e nos Estados Unidos. Participou de grandes exposições em museus internacionais, como o Metropolitan Museum of Art, o Museum of Modern Art (MoMA), ambos em Nova Iorque, e também no Museu Reina Sofía, em Madrid. Apesar da rotina internacional mais intensa, a artista nunca abandonou o ateliê que possui no Rio de Janeiro.

As obras da pintora são fortemente marcadas por elementos do cotidiano do brasileiro, recebendo inspiração até mesmo do carnaval. Incorporam também elementos do barroco, do modernismo e do artesanato, resultando em quadros de cores vivas, com elementos posicionados em diferentes planos, com uma padronagem de origem tribal e que têm também um recurso ótico, criando a sensação de movimento nas imagens. Suas telas são extremamente geométricas, abstratas e têm uma organização muito marcante, pois as figuras são organizadas em quadrados, em círculos e em linhas.

Milhazes possui técnicas pouco convencionais, comparada aos demais pintores. A artista utiliza folhas de plástico e, de um lado delas, faz o desenho que desejar e do outro pinta essa imagem com tinta acrílica. Forma-se então uma película, que depois a pintora cola sobre a tela. Porém, ao fazer o movimento de colar a película e depois retirá-la, algumas partes da tinta ficam presas ao plástico e a figura não gruda por completo no quadro, deixando na obra alguns pontos inacabos e resquícios de sua técnica diferenciada.

Beatriz Milhazes teve o Modernismo Brasileiro da década de 1930, representado na figura de Tarcila do Amaral, e o Modernismo Europeu com Matisse e Mondrian como suas principais inspirações. A pintora também se inspira na arte abstrata, desde construtivos geométricos brasileiros a artistas europeus da Pop Art.

A carreira da artista, entretanto, não se limita a produzir apenas belas pinturas. Ela também se dedicou a escrever livros e à criação de móbiles, que foram feitos para algumas exposições no Brasil, nos Estados Unidos e em Berlim.
Recentemente os quadros da pintora carioca renderam a ela cifras milionárias. O quadro “O Mágico” foi vendido por US$1,05 milhão e a obra “Meu Limão” por US$2,1 milhões. Cifras inéditas até então para artistas brasileiros. Atualmente, as obras de Milhazes podem ser vistas na mostra “Coleção de Motivos”, aberta até o dia 24 de maio do Espaço Cultural Uniflor, em Fortaleza.

beatriz-milhazes-o-mc3a1gico-2001-c3b3leo-acrc3adlico-y-dorado-a-la-hoja-sobre-tela-188-x-298

Compartilhe: Share on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+0Email this to someonePin on Pinterest0
Comentários
Nenhum comentário foi feito, seja o primeiro!
Deixe seu comentário

Nome:
Email:
Mensagem: