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George Vidal

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George Vidal conta sua trajetória e a história da música no Brasil.

Por Tamylin Silva

A música entrou na vida do maestro George Vidal antes mesmo de pronunciar as suas primeiras palavras. Em 1960, enquanto na sala ao lado seu pai ministrava aulas de música, os alunos perceberam que os sons musicais se fundiam a choros. Assim, nascia o músico.

Esse envolvimento inicial com a música fez com que George levasse essa bagagem para o decorrer da sua vida e que tornasse isso uma carreira. Em 1974, mudou de Torrinha para Bauru com sua família, e com apenas 14 anos e desprovido de recursos fáceis para o aprendizado, o músico já se apresentava em bares e bailes. Em 1975, com 15 anos começou a dar aulas de música.

Desde que mudou para Bauru, o multi-instrumentista se apaixonou e, inclusive, compôs uma música do centenário da cidade chamada “Cidade Linda”, “Vida a Bauru/ Amo Bauru/ Você e eu somos Bauru”. Ele que presenciou a mudança, tanto do nosso país quanto o da nossa cidade e região, conta com muito orgulho que hoje Bauru está em uma fase muito boa se comparada com há 10 anos atrás.

Em suas diversas oportunidades Brasil a fora, teve parcerias com grandes nomes da música como Luis Fernando Veríssimo e Chico Caruso.

Uma dúvida que todos os jornalistas, músicos e os amigos têm sobre Vidal: “por que Bauru?”. Ele responde: “a aura musical da cidade me favorece, eu capto as coisas que me interessam”. Por amar Bauru e não aceitar sair da cidade, em brincadeiras com amigos ele era chamado de “Rei da Bronha”, por “perder” muitas oportunidades. “Agora, isso parou. Os convites não param de surgir, estão sendo bem encaminhados e os resultados são positivos”, concluiu o maestro.

 

A História da música por George Vidal

No período pré Ditadura, em 1954, a música vinha de um processo, desde o começo do século, do cenário rural para o urbano que se mostrou através do choro e samba, onde Noel Rosa foi figura fundamental para a temática social nesse período. E depois todo o desenvolvimento dos gêneros e variantes do samba que fez chegar numa síntese de música, a Bossa Nova. “A Bossa Nova é o ponto culminante da prosperidade do projeto da nação na época em que o Juscelino Kubitschek colocou em evidência a questão dos 50 anos em 5 que tinha como objetivo modernizar o país”, define o músico.

Os compositores da época tiveram muitas oportunidades de sair do país e tentar a carreira no exterior, o que deixou o Brasil escasso por um período. Então algo mudou, um desequilíbrio da questão social que desencadeou no Golpe Militar. Nesse período surgiram muitos músicos, cineastas e teatrólogos que se preocupavam muito mais na mensagem a ser transmitida do que na própria arte, com uma melodia mais acessível e mais popular. “Glória a Deus nas alturas/E viva eu de amargura /Nas terras do meu senhor”, cantarolou Vidal.

A partir de então a liberdade de expressão começou a ser censurada, cada ato cultural tinha que de passar pelo crivo da censura. Muitas obras musicais, teatrais e novelas foram repreendidas. Para George, “só quem viveu para saber o que foi a Ditadura, é como se tudo tivesse sido apagado, como se nada disso fosse real”.

Para o maestro, o Brasil deu muitos passos positivos após a Ditadura Militar, a história da música possui muitos nomes atuais que merecem ser destacados, porém o país possui feridas abertas que refletem nas crises dos dias atuais, e não há outro período que se lembre a não ser esse, principalmente para quem viveu essa transição histórica que deixou muitas cicatrizes.

 

 

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